Sair de sua rotina...aquela sabe,que te deixa aprisionado as suas manias,horários,obrigações num todo,deixa você em um outro plano,talvez em estado de ilusão.Mas não,é um estado de espírito que necessita ser visitado,um estado calmo,tranquilo,fora de seu mundo,com um sol transformando as cores da janela e um ventinho que refresca seu âmago...
Sensação maravilhosa que me deixa estasiada e longe de tudo que queria estar.Sei que não devemos fugir de nosso deveres nem desafios,mas dar uma pausa,recarregar as baterias era o que eu precisava...
Árvores dançando,água correndo,gargalhada de amigos,sol refletido em olhares brilhantes...Me sinto uma criança,no máximo um pré socrático enxergando coisas que pessoas com retinas rígidas não vêem mais...
Obrigada Senhor,pela luz nos meu dias,pela claridade de minhas vistas e pela sensação maravilhosa que tanto sinto.
sábado, 14 de janeiro de 2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
Surpresas
E 2011 escorregou pelas mãos feito bola de mercúrio...eu o perdi-aprendemos com perdas- então não me sinto triste...
E 2012 será uma página em branco intocada,linda e virgem do meu livro.E com uma pena na mão,escreverei linhas,versos,montanhas,lupings,arco-íris ... ... ...
A escritora resolveu abrir seu baú da imaginação e retirou planos de quando tinha 9,10 anos.Veremos se ela publicará...
E 2012 será uma página em branco intocada,linda e virgem do meu livro.E com uma pena na mão,escreverei linhas,versos,montanhas,lupings,arco-íris ... ... ...
A escritora resolveu abrir seu baú da imaginação e retirou planos de quando tinha 9,10 anos.Veremos se ela publicará...
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Asco flutuante
Engraçado como tudo flui, tudo corre, tudo nada.
Viciante como rotina, sensação estática, pouca evolução.
Respiração concisa, olhos flamejantes, pensamentos flutuantes
atitudes lentas, olhar difuso.
Uma depressão se aproxima, um desnível insiste em atrapalhar
escuro, escuro veio atormentar.
Minha epifania me encontrou: um fungo tomou vida e andou pelos galhos disformes subi no muro para espiar o barulho discreto a me incomodar era ele, sim era ele. Suas hifas caminhavam como patas de aranha e descobria um lugar novo para parasitar. Desci e me aproximei... ele viu sim. Olhou-me, parou e caminhou em minha direção. Devagar eu deixei ser envolvida. Multiplicando feito praga apoderou de meu anima, levou minha luz, meu vigor. Bebi suas toxinas, lambi seus esporos e aquilo ia me esvaindo, deixando-me á pele. Digeriu meu coração e em um último sopro, meu pulmão. Cai sem direção, virei um galho seco, rico em colágeno, pobre em melanina e ali fiquei entre os ramos sem visco. Ele se foi, aquele basidiomiceto devorou minhas entranhas e caminhou contra mim lentamente em busca de uma boa digestão e sem olhar pra trás regurgitou e engoliu feito ruminante para não desperdiçar um pedacinho sequer.
Viciante como rotina, sensação estática, pouca evolução.
Respiração concisa, olhos flamejantes, pensamentos flutuantes
atitudes lentas, olhar difuso.
Uma depressão se aproxima, um desnível insiste em atrapalhar
escuro, escuro veio atormentar.
Minha epifania me encontrou: um fungo tomou vida e andou pelos galhos disformes subi no muro para espiar o barulho discreto a me incomodar era ele, sim era ele. Suas hifas caminhavam como patas de aranha e descobria um lugar novo para parasitar. Desci e me aproximei... ele viu sim. Olhou-me, parou e caminhou em minha direção. Devagar eu deixei ser envolvida. Multiplicando feito praga apoderou de meu anima, levou minha luz, meu vigor. Bebi suas toxinas, lambi seus esporos e aquilo ia me esvaindo, deixando-me á pele. Digeriu meu coração e em um último sopro, meu pulmão. Cai sem direção, virei um galho seco, rico em colágeno, pobre em melanina e ali fiquei entre os ramos sem visco. Ele se foi, aquele basidiomiceto devorou minhas entranhas e caminhou contra mim lentamente em busca de uma boa digestão e sem olhar pra trás regurgitou e engoliu feito ruminante para não desperdiçar um pedacinho sequer.
Foste nuvem,foste lua,foste mar.
"Encostei-me a ti,sabendo bem que eras somente onda.
Sabendo bem que eras nuvem,depus a minha vida em ti.
Como sabia bem tudo isso,e dei-me ao teu destino frágil,
fiquei sem poder chorar quando caí."
Cecília Meireles - Epigrama n.º8
Sabendo bem que eras nuvem,depus a minha vida em ti.
Como sabia bem tudo isso,e dei-me ao teu destino frágil,
fiquei sem poder chorar quando caí."
Cecília Meireles - Epigrama n.º8
sábado, 26 de novembro de 2011
Fulgaz e sereno
Que o seu chegar seja mais que um simples chegar.
Que seja o símbolo de um tempo de demoras e permanência
Com toda cordialidade lhe oferecerei um vinho,deitarei a toalha vermelha sobre a grama e permitirei que suas pontas venham cobrir minha alma.
Nosso encontro não foi em vão.Cada vez que nosso piquenique é posto,muito mais se exala,muito mais nos é oferecido.
Que seja assim: orgias literárias,fluxos construtivos de pensamento,conversas densas e psicológicas.Que nossa fome de desejo seja sempre saciada uma a uma nos olhares dos quais serviremos!
Que seja o símbolo de um tempo de demoras e permanência
Com toda cordialidade lhe oferecerei um vinho,deitarei a toalha vermelha sobre a grama e permitirei que suas pontas venham cobrir minha alma.
Nosso encontro não foi em vão.Cada vez que nosso piquenique é posto,muito mais se exala,muito mais nos é oferecido.
Que seja assim: orgias literárias,fluxos construtivos de pensamento,conversas densas e psicológicas.Que nossa fome de desejo seja sempre saciada uma a uma nos olhares dos quais serviremos!
domingo, 6 de novembro de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)

