terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Doce ilusão de que tenho controle das coisas quando se tratam de vc.
Nesse mundo desatino, a nova rima não me encontrou.
Sinto-me muda pro mundo, mas grito, esguelo dentro de mim. Aqui.
Tentando respirar, tentando sair do mar.
Vc, onda, me arrasta e eu sem pensar, já estou a me afogar.

Quero me convencer de que não preciso de vc
Respirar enfim e permitir que minha vida aconteça.

Engraçado pois eu estava bem.
Fechava os olhos e não me vinha á cabeça seus olhos, sua boca, sua barba, suas mãos, o infinito da sua presença...
E conseguia ouvir todas as músicas que guardei pra vc sem problemas.

Mass nãooo...
Cá estou tendo que liberar em palavras a ferida que vc fez questão de abrir.

Não quero deixar a porta aberta se sua intenção é bagunçar tudo de novo e sair de fininho.


Poesia que não tem fim

Você me deixa vermelha. Seus olhos me chupam e me desnudam, mas não me sinto mal, pelo contrário, gosto quando me deseja assim. Fico vermelha com sua barba roçando em mim. Aquele arrepio me visita e toda a saudade de te ter aqui é esquecida, pois só penso em nós a sós. Nossos corpos se atraem de uma forma que não sei explicar. Seus olhos, seus lábios, seus braços a me fagocitar. Sua barba pinicando minhas costas, suspiros a continuar ... ... ... ... 
Poesia que não tem fim.
Fico pensando como será daqui a alguns anos.
De como lidaremos com essa história, se ela realmente ficou no passado.
Machuca, sabe.
Machuca saber que fomos revirar aquela "caixinha de coisas para lembrar" e que de lá só saiu vontade insaciada, discussões mal resolvidas e atitudes infantis.

Ás vezes desejamos resgatar uma lembrança boa, continuar de onde paramos, mas esquecemos que junto disso vem todas as sombras.

Acho que agora entendo com propriedade que o que passou deve ficar no passado e nada mais!

Desculpe pelo excesso da palavra "passado". É apenas uma tentativa de adestrar meu pensamento que adora entrar em uma máquina do tempo.
Engraçado como vc aparece do nada e do nada revira minha vida.
Do nada traz sentimentos adormecidos.
Do nada vem com essa ideia de nós, montado na fênix.
Do nada bagunça a casa que tava quase arrumada.
Do nada, deixa-me no nada de novo e se vai.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Era para estar aqui antes, mas sabe como são as coisas.
Sou fragmentária e a lei é sentir. 
Histórias vem e vão.
Lembranças, não.

O balanço do novo acaricia meu rosto
Intensa estou, intensos estamos.
Talvez seja por conta das férias
Do início de um novo caminhar 

Da ansiedade querendo me sugar 
E eu, não permitindo essa atenção
Me desviando dessa entrona 
E me ocupando com prazer.

Não pretendo rimar, apenas dizer
Dizer é pouco, mas por ora é muito

Não pretendo nem métrica, 
Não pretendo mordaças 
Quero sensações que me retirem de todo o caos da prisão.

É isso que pretendo, é isso que quero, é isso que terei.
Até um fim surpreendente, pouco importa.

Se o durante me abraça, pra que saber do futuro?
O presente é uma dádiva, e só agora eu sei

Nunca é tarde, não me matarei por saber só agora.
Saiba também você!


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Meu paladar acostumou com o gosto do desafio.
Quantos mais "zeros", mais "nãos", eu cavo uma vontade sem princípios
E é engraçado perceber como certas complicações me atraem.
Então, vejo-me assombrada por indagações:
Seria uma areia movediça ou apenas um pólo do ímã me sugando involuntariamente?

Te quero, te desejo, te vejo.
Quais são as cores e os sabores pra te ter?

Da dificuldade, das complicações.
Pensar simples? Querer o mais fácil? O caminho mais curto?
Nunca estiveram em meus planos
Não sei como lidar, quero apenas sentir.

sábado, 23 de novembro de 2013

Amar o desconhecido 
deixa preenchido 
este cansado coração

Os olhos iludidos 
com sorrisos  
pensando que dias melhores virão

No silêncio 
vejo o talvez tranvestido de sim

Mas no fim,
o não impera sobre o sim.