terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Era para estar aqui antes, mas sabe como são as coisas.
Sou fragmentária e a lei é sentir. 
Histórias vem e vão.
Lembranças, não.

O balanço do novo acaricia meu rosto
Intensa estou, intensos estamos.
Talvez seja por conta das férias
Do início de um novo caminhar 

Da ansiedade querendo me sugar 
E eu, não permitindo essa atenção
Me desviando dessa entrona 
E me ocupando com prazer.

Não pretendo rimar, apenas dizer
Dizer é pouco, mas por ora é muito

Não pretendo nem métrica, 
Não pretendo mordaças 
Quero sensações que me retirem de todo o caos da prisão.

É isso que pretendo, é isso que quero, é isso que terei.
Até um fim surpreendente, pouco importa.

Se o durante me abraça, pra que saber do futuro?
O presente é uma dádiva, e só agora eu sei

Nunca é tarde, não me matarei por saber só agora.
Saiba também você!


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Meu paladar acostumou com o gosto do desafio.
Quantos mais "zeros", mais "nãos", eu cavo uma vontade sem princípios
E é engraçado perceber como certas complicações me atraem.
Então, vejo-me assombrada por indagações:
Seria uma areia movediça ou apenas um pólo do ímã me sugando involuntariamente?

Te quero, te desejo, te vejo.
Quais são as cores e os sabores pra te ter?

Da dificuldade, das complicações.
Pensar simples? Querer o mais fácil? O caminho mais curto?
Nunca estiveram em meus planos
Não sei como lidar, quero apenas sentir.

sábado, 23 de novembro de 2013

Amar o desconhecido 
deixa preenchido 
este cansado coração

Os olhos iludidos 
com sorrisos  
pensando que dias melhores virão

No silêncio 
vejo o talvez tranvestido de sim

Mas no fim,
o não impera sobre o sim.


terça-feira, 29 de outubro de 2013

De primeira mão,passo a você submissão.Mas por favor,não confunda ela com compreensão.
De segunda mão,você enxerga compreensão,com extrema percepção de todos os pontos de vista.Mas por favor,não pense que essa compreesão existirá a seu bel prazer,a todo tempo,a toda hora.
De terceira,quarta e quinta você não verá passividade em mim,tá pode até existir,mas minha inclinação a atividade,ao semi-controle é bem grande.

Confissões de uma mulher determinada em seus atos.

Sem sapos,sem papas...

Depois de tantos sapos engolidos,eles levaram juntos minhas papas..sim aquelas da língua.Hoje é assim,falo o que penso,discordo,defendo minha opinião com educação e sempre repeitando a sua 'a la Voltaire'.O conhecimento e a impaciencia me trouxeram essa nova forma de agir.A boazinha que concordava com tudo,e que para ela estava tudo bem não,não existe mais.Hoje critico,opino,exponho meus gostos e prazeres.Ter opinião e saber defendê-la é pra poucos e to tentando fazer parte desse ''poucos''.A gente segue aprendendo.
Com algumas adaptações de gênero e artigos,apropriei-me dessas palavras. 

'Você é uma vagabunda, ordinária'

Obrigada.
'Você não é a mesma em todos os lugares'
Não sou mesmo, você é?

Não importa o que digam, eu sou eu.
Não importa ser um nada, por enquanto.
Um dia as coisas vão mudar.
Seriamente.
Você vai ver, vai perceber.

Cobiço seus olhares,desejo sua boca,seu céu da boca.Lamber suas nuvens,provocar chuva.Estalos entre dentes rangindo suspiros.Rodopios de línguas,mordidas a canibalizar.
Sorrisos entre bocas,caminhos pelo pescoço,apertos para apreciar.Olhando essa cena,vejo um animal com sucesso em sua caça saboreando a vítima,que disso não tem nada!